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Sunday, August 7, 2011

AVALIAÇÃO: JAC J6

por Rodrigo Machado
Auto Press


A JAC Motors prega em suas propagandas que a chegada dos seus veículos – e sua proposta – no mercado brasileiro foi inesperada. Marketing a parte, a marca realmente fez um certo “barulho” com os compactos J3 e J3 Turin. Mas o fato é que o novo modelo que a fabricante chinesa escolheu para o Brasil realmente parece fugir um pouco da tendência dos últimos lançamentos do segmento. É o J6, uma minivan média com opção de levar cinco ou sete passageiros com preços a partir de R$ 58.800, chegando a R$ 59.800 para a versão Diamond, com sete assentos. A aposta é ousada, já que o segmento de veículos familiares começa a perder espaço para os crossovers – carros que misturam o espaço da minivan com o porte dos SUVs.

Graças a isso, pelo menos, a JAC não conta com muitos concorrentes. Na mesma faixa de preço, apenas a já antiga Chevrolet Zafira rivaliza com o automóvel chinês, partindo de R$ 60.891. Outro carro do mesmo segmento é a Nissan Livina – e a versão maior, Grand Livina. Mas o preço base de R$ 43.990 do Nissan mostra que o automóvel chinês já não conta com uma boa relação custo/benefício como principal arma para angariar vendas. Mesmo assim, o presidente da JAC no Brasil, Sérgio Habib, acredita que consiga vender entre mil e 1.500 unidades por mês. A título de comparação, a minivan da Nissan vendeu 1.200 carros em junho, enquanto que a Chevrolet beirou as 900 unidades.

O J6 também quebra outro paradigma de grande parte dos carros chineses no Brasil: ele vem com opcionais. São eles as rodas de 17 polegadas por R$ 1.600, os bancos de couro, por R$ 1.400 – R$ 1.600 para o de sete lugares – e a pintura metálica, por R$ 1.190. Como itens de série, a minivan já conta com ar-condicionado digital, direção hidráulica, ABS com EBD, airbag duplo, faróis de neblina, sensor de estacionamento, retrovisor interno eletrocrômico, trio elétrico, banco do motorista com regulagem em altura, rádio com CD/USB e comandos no volante.

Visualmente, o J6 é um carro que chama mais atenção que os compactos J3 e J3 Turin – e não apenas pelo porte mais avantajado. A dianteira traz design similar aos modelos menores, com uma linha curva formada pelos faróis e pelo para-choque proeminente. A minivan também conta com uma grade com um friso cromado, para tentar dar um aspecto de requinte. Na lateral, um vinco surge no meio da porta dianteira, vai subindo e termina nas lanternas traseiras. E elas, com seu formato triangular, tomam grande parte do espaço posterior.

Na parte mecânica, a JAC afirma que adaptou o carro para o Brasil com o gosto do consumidor local em mente. A fabricante diz que rodou um milhão de quilômetros para adaptar o modelo para cá. Por isso, em relação ao veículo comercializado na China, até o propulsor foi modificado. Saiu de cena um 1.8 para entrar o 2.0 16V com comando variável de válvulas. Ele aceita apenas gasolina e desenvolve 136 cv a 5.500 rpm e 19,1 kgfm de torque a 4 mil rotações. A transmissão é manual de cinco marchas. A suspensão também foi recalibrada, ficando mais rígida. Adaptações de quem começa a conhecer as sutilezas do mercado nacional.
Ficha técnica

JAC J6


Motor: Dianteiro, transversal, 1.997 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando variável de válvulas. Injeção multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio manual com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.
Potência máxima: 136 cv a 5.500 rpm
Torque máximo: 19,1 kgfm a 4 mil rpm.
Diâmetro e curso: 85 mm X 88 mm. Taxa de compressão: 10:1.
Suspensão: Dianteira do tipo McPherson, com molas helicoidais e barra estabilizadora. Traseira com braços duplo e molas helicoidais.
Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. ABS.
Pneus: 205/55 16’’ em rodas de liga leve.
Carroceria: Minivan em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,55 metros de comprimento, 1,77 m de largura, 1,66 m de altura e 2,71 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais.
Peso: 1.500 kg em ordem de marcha.
Capacidade do porta-malas: 720 litros ou 2.200 com os bancos traseiros rebatidos.
Tanque de combustível: 68 litros.
Produção: Hefei, China.
Lançamento no Brasil: 2011.

Primeiras impressões

A conquista do espaço


por Eduardo Rocha
Auto Press


A JAC aposta que o J6 pode ir na contramão do declínio das minivans no mercado brasileiro – situação que teria sido criada por obra das próprias marcas pela falta de renovação dos modelos ou pelo preço despropositado das novidades. Para reconquistar este público, a estratégia é a mesma utilizada para a linha compacta J3: custo/benefício favorável e dimensões generosas para o segmento. Espaço é uma questão crucial, tanto em relação ao segmento de compactos, como o J3, quanto no de modelos familiares, como o J6.

Como em toda argumentação, a defesa é sempre da tese que mais favorece o criador do argumento. Ou seja: o J6 é realmente espaçoso. E esse é sua principal virtude. O ótimo espaço longitudinal consegue sustentar com certa dignidade os sete lugares da versão Diamond – e sobra até uma pequena área para as malas. Com cinco lugares – na verdade, o mesmo carro com dois assentos a menos –, o porta-malas é grande de verdade, com 720 litros.

A dimensão do conforto é a vocação principal da minivan chinesa, já que o desempenho e o comportamento dinâmico do J6 não são capazes de impressionar muito. São, no máximo, corretos. O torque chega muito tarde – 4.500 giros – e, para ganhar algum vigor, é preciso elevar demais o giros. Isso faz o barulho do motor invadir com vontade o habitáculo e a promessa de conforto começa a desandar.

Nos trechos sinuosos, o J6 também rola mais do que seria desejável. Outro ponto que o carro chinês mostra uma certa fraqueza é no acabamento. Ou mais especificamente, nos materiais utilizados nos revestimentos. São plásticos duros, de aspecto rústico, aceitáveis em compactos, mas não em modelos médios – mesmo que tenham um preço atraente e um design moderno e sedutor.


Wednesday, August 3, 2011

JAC MOTORS: DETALHES SOBRE A FUTURA FÁBRICA NO BRASIL

Agora é oficial. A JAC Motors vai construir uma fábrica no Brasil. Serão investidos na construção da fábrica, centro de desenvolvimento, pista de testes, entre outras coisas que envolvem uma montadora, R$ 900 milhões, disse Habib.

Fora os investimentos na construção, serão também investidos R$ 140 milhões em marketing. O objetivo da JAC é alcançar 3% do mercado brasileiro até o final de 2012, hoje a marca detém 1% do mercado nacional.

A nova fábrica terá capacidade para produzir até 100 mil carros por ano. Os modelos produzidos serão inéditos, será uma família derivada de uma mesma plataforma. Os modelos que hoje são vendidos pela JAC, o J3 hatch, J3 Turin, o sedan médio J5 e a minivan J6, continuarão sendo importados, ou seja, ainda não há pretensão de fabricá-los aqui.

Habib também confirmou a vinda do subcompacto J2 entre junho e agosto de 2012 equipado com o motor 1.4 e preço abaixo do J3. O J2 já está passando por modificações para conquistar o consumidor brasileiro, assim como ocorreu com os modelos que estão sendo comercializados aqui.

Por enquanto, segundo Habib, não está definida onde vai ser a fábrica. Mas já é certo o ano de inauguração: 2014. Somente daqui a 4 ou 5 meses que será anunciado o local da construção. Com a nova fábrica serão gerados 3.500 novos empregos diretos e 10 mil indiretos.

Habib também disse que o foco da JAC Motors no Brasil são veículos na faixa de preço de até R$ 40 mil. Habib justifica a instalação da fábrica no país com o grande volume de vendas alcançado aqui e que ficaria inviável manter a importação desse volume e a estrutura da empresa no Brasil pagando tanto imposto, que chega a 50% do valor do carro.

O empresário também confirmou que serão abertas de 5 a 7 concessionárias por mês para chegar ao número de 89 lojas até o final do ano. Hoje existem 50 concessionárias estabelecidas.

A JAC Motors começou a comercializar seus veículos no Brasil no dia 18 de março e já contabilizou mais de 10 mil unidades vendidas. O J3 hatch é o modelo mais vendido da marca chinesa.

Tuesday, July 5, 2011

EFFA MOTORS - FÁBRICA NO BRASIL É ANUNCIADA

A Effa Motors e a Lifan terão uma fábrica no Rio de Janeiro, com capacidade para fabricar 10.000 carros por ano. A planta terá investimento de US$ 100 milhões e ainda não teve local definido para construção e nem data para inicio de suas atividades.

Já há uma planta da Effa/Lifan no Uruguai, onde os modelos da Lifan, o 320 e o 620 são montados, dentro do regime CKD. A também chinesa Chery terá uma fábrica na cidade de Jacareí - SP em operação no ano de 2013.

Sunday, June 12, 2011

BATALHA CHINESA: CHERY FACE X JAC J3 X LIFAN 320


O roteiro é muito parecido, quase uma releitura. Somente os protagonistas vem mudando. O filme começa com carros vindos do Oriente com preço baixo, mas muito bem equipados. No meio da trama, olhares ocidentais, desconfiados, analisam os veículos em busca de defeitos aparentes ou de tecnologia com qualidade questionável. Alguns modelos vão ganhando novos clientes e quebram paradigmas. Outros confirmam as desconfianças e são rotulados como produtos de baixa qualidade. No final, algumas fabricantes do Oriente prevalecem no novo mercado, enquanto outras não conseguem conquistar o seu espaço e desaparecem.

Carros japoneses e coreanos já foram os atores principais de histórias como essa. Cada um, a seu tempo e a sua maneira, superou algumas desconfianças. Hoje, modelos do Japão são referência em vários segmentos, enquanto algumas marcas da Coreia do Sul não só melhoraram a qualidade de seus produtos, mas também já incomodam concorrentes tradicionais em vários mercados, inclusive no Brasil.

Agora, quem tenta seguir essa trilha são as empresas chinesas. Com o maior mercado de automóveis do planeta, a China quer conquistar uma fatia do público nacional. A receita para isso é o já citado carro bem equipado com preço atraente, aliado à promessa de segurança e manutenção barata.

No Brasil as pioneiras Effa, Chery, Lifan, Hafei, Jinbei, JAC Motors e Brilliance já fazem o consumidor questionar: vale a pena comprar um carro chinês? Será que esses veículos estão prontos para o mercado brasileiro? Para elucidar essas dúvidas, reunimos três representantes made in China. Comparamos os hatches mais bem equipados, o Chery Face, o Lifan 320 e o JAC J3. Confira os resultados a seguir.

Equipamentos de série

No quesito equipamentos, 320, Face e J3 seguem a mesma cartilha. Todos trazem de série direção com assitência, ar-condicionado, duplo airbag, freios com ABS e EBD, travas, retrovisores e vidros elétricos, rádio com CD e conexão USB, rodas de liga leve, faróis auxiliares, limpador e desembaçador do vidro traseiro e alarme. Os modelos da JAC e da Chery contam ainda com regulagem de altura do volante, banco traseiro bipartido, sensor de estacionamento e faróis com ajuste de altura do facho. No entanto, a lista dos equipamentos não mostra como esses componentes funcionam.

Primeiro, falemos do Lifan 320, o menos recheado da turma. Os vidros com acionamento elétrico sobem e descem forçando a guarnição das portas, fazendo barulho. O 320 também decepcionou por conta da luz no painel que indica problema no airbag, que acendeu já no segundo dia de testes, permanecendo assim durante toda a nossa avaliação.

O Face, por sua vez, apresentou uma condensação incomum no ar-condicionado. Ao ligar o equipamento, um tipo de fumaça surgiu das saídas de ar. Nada que atrapalhasse, mas nunca havíamos observado esse fenômeno antes.

O JAC também não passou ileso. Seu sistema de travamento remoto integrado à chave — que, coincidentemente, tem o mesmo desenho da usada pela Toyota — funcionou ocasionalmente. Já o sistema de áudio saiu-se bem. A porta USB reconheceu um pendrive e foi possível conectar um MP3 player sem problemas. No entanto, na hora de ligar um iPod, não obtivemos sucesso, por duas vezes. Sem falar que a antena do rádio — embutida no para-brisa — não capta bem o sinal das emissoras, deixando a transmissão com interferência. O Face levou a melhor nota no quesito equipamentos, já que o J3 tem lista parecida, mas preço mais elevado. O 320 é mais barato, mas entrega menos.

Comportamento

Nenhum dos representantes chineses neste comparativo têm aspiração esportiva, apesar do visual do Lifan — “inspirado” no MINI — tentar exibir essa personalidade. Na aceleração de 0 a 100 km/h, o J3 foi o mais rápido, com 13s1.

O motor 1.3 16V do JAC (embora a marca o anuncie como 1.4, a cilindrada é 1.332 cm³) é o mais potente do trio, com 108 cv. O Lifan 320, com seu 1.3 de 88 cv cumpriu a prova de aceleração em 13s9 e o Chery Face em 13s4.

No quesito prazer ao dirigir, o J3 surge como líder. Só que esse triunfo se deveu menos às suas qualidades e mais por demérito dos concorrentes. O JAC parece ter sido mais bem adaptado ao gosto do motorista brasileiro. Sua suspensão — independente na traseira, a única do trio — não sofre com o asfalto nem é macia em exagero. Sua direção leve não é um primor na hora de transmitir sensações, mas não é “anestesiada” como as de 320 e Face.

As trocas de marchas também ajudam o J3, cujo câmbio tem bons engates e o pedal de embreagem é leve. O Lifan também não faz feio com a sua caixa, mas o pedal do freio transmite algumas vibrações para o motorista. O Face é o que menos agradou. Com a suspensão mais macia, o Chery parece desconectar-se do asfalto, e a sensação ao volante não transmite segurança. Sua direção é leve demais e o câmbio tem engates imprecisos, além da alavanca ter curso muito longo. O freio também apresenta trepidações em algumas situações.

Conclusão: no comportamento, o melhor chinês é o J3, que possui um acerto mais aprimorado. Não foi à toa, pois a JAC investiu em adaptações para o gosto dos brasileiros. Mas não se engane, o J3 não tem um comportamento melhor do que um VW Gol, mas também não passa vergonha. Se a Lifan e a Chery estiverem atentas, talvez os seus próximos modelos sejam mais “brasileiros”.

Impressão de qualidade

Estes chineses despertam a curiosidade por onde passam (e param). Marcas de dedos nos vidros denunciam o interesse de conhecer os modelos por dentro. Os mais extrovertidos se aproximavam, perguntavam o preço e queriam conferir a cabine. Ao primeiro toque no painel foi normal escutar: “Tem muito plástico, né?”. Sim, é verdade. O material domina a cabine desses chineses. Mas é diferente em um compacto nacional? A questão é: como é esse plástico? Como é a montagem das peças? Existem muitos barulhos? O carro transmite sensação de robustez?

O Chery Face apresenta um interior interessante. A escolha das cores é harmoniosa. Só que a qualidade dos encaixes é ruim. O plástico é rígido e não agrada ao tato. Parece o material usado em eletrodomésticos. A forração e a espuma dos bancos têm aparência frágil.

Em virtude do visual da carroceria, poderia se esperar que o interior do Lifan 320 também fosse ousado. No entanto, o “sósia” chinês do MINI não incorporou a cabine bem desenhada e extravagante do inglês. Além disso, o plástico usado no painel, no volante e na manopla de câmbio é duro e áspero, apesar de até ficarem bem nas fotos. Como se não bastasse, os encaixes das peças também deixam a desejar. Por fim, qualquer impressão de qualidade acabou comprometida quando o Lifan nos deixou a pé.

Na volta de nossa sessão de fotos em Itu, interior de São Paulo, viemos pela SP-312. Logo após passarmos por Cabreúva, o Lifan 320 “apagou” sem motivo aparente. Pior: o pisca-alerta também não funcionava. Foi preciso rebocar o carro até a vizinha Pirapora do Bom Jesus. A vistoria feita pela Lifan detectou o rompimento de um cabo que alimenta a bomba de combustível. Mal sinal.

O J3 exibe o melhor acabamento. Os encaixes são satisfatórios e a textura emborrachada no painel faz bem aos olhos e às mãos. Os apliques com efeito cromado nas saídas de ar conferem requinte sem exageros. A sensação de qualidade também é maior porque o JAC é o único da turma que pode ter bancos de couro. Um acessório de R$ 1.300. O ponto negativo é o volante, feito de plástico menos nobre e que apresenta rebarbas aparentes.

Veredicto




1º JAC J3

De todos os carros chineses que já testamos, o J3 é o mais agradável. Os seus ajustes para o gosto do motorista brasileiro parecem acertados e o acabamento também não fica devendo. O seu motor 1.3 16V está à frente dos propulsores usados por Chery e Lifan. Apesar de algumas falhas e do preço mais alto, o J3 superou seus conterrâneos neste comparativo. Mas não pense que o J3 só tem qualidades. O JAC não supera alguns concorrentes nacionais no prazer ao dirigir e no desempenho. No entanto, na soma de vários fatores, este deve ser o primeiro carro vindo da China a ser observado com atenção pela indústria nacional.






2º Chery Face



No papel, tudo parecia sair dentro dos planos para o Face neste comparativo. Lista de equipamentos similar ao J3, motor também 1.3, mas com preço cerca de R$ 5.000 menor que o do JAC. No entanto, o Chery falhou no primordial: qualidade. O material usado no interior do carrinho tem aparência espartana. Encaixes frouxos e vãos irregulares denunciam o motivo pelo qual este compacto sai mais em conta. O espaço menor também jogou contra o Face, assim como o seu comportamento, a direção “anestesiada” e o desempenho apenas satisfatório. Fica a sensação de que o modelo precisa passar por uma boa adaptação para cativar de vez o consumidor brasileiro.






3º Lifan 320


O modelo vinha bem em nossa avaliação, podia até ter levado a segunda colocação. No entanto, a luz do airbag acendendo no segundo dia pareceu ser um indício do que estava por vir. A falha mecânica, aliada ao interior de baixa qualidade, decretou a medalha de bronze do 320. Atualizações no projeto do carro e uma maior rede de concessionárias ajudariam o Lifan.







Carlos Cereijo - fotos: Pedro Bicudo
 

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