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Wednesday, November 2, 2011

Maior parte da extensão rodoviária do país apresenta problemas


Segundo a 15ª Pesquisa CNT de Rodovias 2011, divulgada nesta quarta-feira (26) na sede da Confederação Nacional do Transporte, em Brasília (DF), 12,6% da malha estão em ótimo estado; 30% são consideradas boas; 30,5%, regulares; 18,1%, ruins; e 8,8% estão em péssimas condições. Nesta edição do levantamento foram avaliados 92.747 km, o que representa 100% da malha federal pavimentada, as principais rodovias estaduais pavimentadas e as concessionadas. São 1.802 km a mais do que o analisado na pesquisa anterior.



O objetivo do estudo, realizado pela CNT e pelo Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest Senat), é avaliar as condições das rodovias brasileiras pavimentadas segundo aspectos perceptíveis aos usuários, identificando as condições das vias – em relação ao pavimento, à sinalização e à geometria da via – que afetam o conforto e a segurança.


Para fazer a análise, 17 equipes da CNT percorreram o Brasil durante 39 dias, entre 27 de junho e 4 de agosto deste ano. Os resultados são apresentados por tipo de gestão (pública ou concedida), por tipo de rodovia (federais ou estaduais), por região e por unidade da Federação.



Regiões
Como nos anos anteriores, a pesquisa da Confederação Nacional do Transporte aponta que o Sudeste do país é a região que apresenta as melhores condições de rodovias. Do total de 26.778 km avaliados, 24,6% são classificados como em ótimo estado; 30,7% como bom; 28,2%, regular; 13,2%, ruim e 3,3%, péssimo.



Em seguida aparece a Região Sul, com 19,7% do total de 16.199 km analisados como em ótimo estado; 40,7% em bom estado; 26,3% classificados como regulares; 10,7% como ruins e 2,6% como péssimas.


O Nordeste, por sua vez, com 25.820 km estudados, possui 3,8% das estradas ótimas; 33%, boas; 32,8%, regulares; 17,7%, ruins e 12,7%, péssimas.

Dos 14.151 km de rodovias avaliados no Centro-Oeste, 6,4% estão em ótimas condições; 22,7% em bom estado; 35%, regulares; 26,7%, ruins; e 9,1% em péssimo estado.

O Norte, por sua vez, com 9.799 km analisados, conta com apenas 0,8% das estradas avaliadas como ótimas; 12,7% como boas; 31,4% como regulares; 31,8% como ruins e 23,2% como péssimas.




Pavimento
Em relação à qualidade de pavimentação, os resultados da Pesquisa CNT de Rodovias 2011 mostram que 46,6% das estradas apresentam pavimento ótimo; 5,5%, pavimento bom; 33,9%, regular; 11,2%, ruim; e 2,8%, péssimo. Nesse quesito são observados itens como se o pavimento está perfeito, com buracos e se obriga redução da velocidade.

De acordo com o estudo, o pavimento das rodovias, em geral, apresenta defeitos que acabam prejudicando a atividade de transporte de cargas e de passageiros no país.

Sinalização

Sobre os aspectos de sinalização, são conferidas as condições das faixas, visibilidade e legibilidade de placas. Da malha analisada, 16,6% tiveram sua sinalização classificada como de ótimo estado; 26,5% como bom; 28,7%, regular; 14,3%, ruim e 13,9%, péssimo.  





Geometria
A variável geometria da via identifica as soluções de engenharia implantadas nas rodovias para atenuar o impacto das condições de topografia e relevo sobre o deslocamento de veículos, aumentando a segurança dos usuários


Geometria da via inclui itens como pista simples de mão dupla, faixa adicional de subida, pontes e viadutos, entre muitas outras variáveis. Da extensão pesquisada, 88,3% é de pista simples de mão dupla e 42,1% não possui acostamento.


O estudo da CNT identificou que 4,2% da extensão avaliada teve sua geometria classificada como ótima (3.895 km). Outros 19% foram classificados como bom; 27,3% como regular; 17,5%, ruim; e 32%, péssimo. Por isso, ainda de acordo com o documento, melhorias do tipo duplicação, implantação ou melhoria da faixa adicional de subida, e melhoria da sinalização e proteção das curvas e pontes precisam ser urgentemente empregadas.



Gestão pública e privada
A pesquisa detalhou ainda as diferenças existentes entre as rodovias que são administradas pelo governo e as sob gestão das concessionárias. Das vias sob concessão (15.374 km), 48% foram classificadas como ótimas; 38,9% como boas; 12% como regulares; 1,1% como ruins e nenhuma foi avaliada como péssima.



Já entre as rodovias sob gestão pública (77.373 km), apenas 5,6% foram avaliadas como ótimas; 28,2% como boas; 34,2% como regulares; 21,5% como ruins e 10,5% como péssimas.


Em entrevista coletiva na manhã desta quarta, o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, ressaltou que, em 2010, apenas R$ 9,85 bilhões foram investidos em infraestrutura de rodovias, o que corresponde a 0,26% do Produto Interno Bruto (PIB).



Para se ter uma ideia, o prejuízo causado a transportadoras devido a falhas nas vias somaram R$ 14,1 bilhões, ou 0,4% do PIB. "No ano em que o governo federal fez mais investimentos, as condições de rodovias não melhoraram. E esse custo tem sido repassado para a população com acréscimos nos valores de produtos que nós todos consumimos e também no número de mortos, que não para de crescer no Brasil. Só em 2010 foram mais de oito mil nas nossas rodovias federais".


Bruno Batista ressaltou ainda que 60% da carga transportada no Brasil passa pelas rodovias. "Essa falta de infraestrutura adequada diminui a competitividade do país. O Brasil precisa manter uma tradição de investimento, que é o que o governo não tem conseguido fazer. Isso faz com que as melhores rodovias do Brasil, com menores índices de acidentes, sejam as concedidas", reforçou.



Ligações rodoviárias

O levantamento traz ainda um ranking de 109 ligações rodoviárias de todo o Brasil. As ligações são trechos regionais que interligam territórios de uma ou mais unidades da Federação. Essas extensões têm importância socioeconômica e volume significativo de veículos de cargas e/ou passageiros.

A primeira colocada na lista é a São Paulo SP - Itaí SP – Espírito Santo do Turvo SP, composta pelas rodovias SP-255, SP-280/BR-374. Por sua vez, em último lugar (109ª posição), está a Belém PA - Guaraí TO, composta pelas rodovias BR-222, PA-150, PA-151, PA-252, PA-287, PA-447, PA-475, PA-483, TO-336.


A pesquisa
A pesquisa é uma avaliação independente das rodovias a partir da perspectiva dos usuários, contemplando a segurança e o desempenho. Com a realização do estudo, a CNT pretende difundir informações sobre a infraestrutura rodoviária, para que políticas setoriais de transporte, projetos privados, programas governamentais e atividades de ensino e pesquisa resultem em ações que promovam o desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas e de passageiros.



Wednesday, October 12, 2011

Bancos oferecem incentivos para compra de veículos menos poluentes


Interessados em conquistar clientes e atentos à procura dos consumidores por empresas sustentáveis, que respeitam e estimulam a preservação do meio ambiente, alguns bancos passaram a oferecer incentivos à compra de veículos menos poluentes. Entre os benefícios, é possível financiar os veículos novos com taxas especiais, menores que a dos empréstimos convencionais.

A preocupação tem sentido. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que o transporte individual é o principal responsável pela poluição atmosférica. Segundo a pesquisa, um usuário de veículo polui 36 vezes mais que o passageiro de metrô e nove vezes mais que os cidadãos que utilizam o serviço de ônibus.

O Crédito Auto Ecoeficiente da Caixa Econômica Federal, por exemplo, oferece taxas de juro a partir de 1,39% ao mês para a compra de veículos incluídos no Programa Nota Verde do Instituto Brasileiro do Meio Ambientes e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo o banco, esta é mais uma inovação em prol da sustentabilidade. Mas a Caixa faz um alerta: é preciso comparar as propostas de financiamento pelo valor da parcela, e não somente pela taxa de juro.

O Banco do Brasil também tem a mesma linha de crédito para os veículos com baixa emissão de poluentes e que receberam nota máxima no ranking Nota Verde do Ibama. “O cliente pode fazer o financiamento com taxas de juros reduzidas, em relação aos outros veículos. Ele deve se dirigir a uma agência e solicitar a simulação do financiamento, informando que pretende comprar um veículo ecoeficiente”, explica o gerente executivo da Diretoria de Empréstimos e Financiamentos, Alexandre Luís dos Santos.

O Bradesco tem uma política de responsabilidade socioambiental diferente. A assessoria do banco informou à Agência CNT de Notícias que, por meio do projeto Crédito Socioambiental Bradesco, os clientes podem, a cada financiamento realizado, incentivar a doação de mudas de árvores para projetos de reflorestamento da Mata Atlântica.
Nota Verde
O Programa Nota Verde se propõe a incentivar a criação de tecnologias mais sustentáveis para o desenvolvimento de motores, veículos e combustíveis. O cliente pode consultar, no site do Ibama, o nível de emissão de poluentes. Basta inserir o ano, a marca e o modelo do carro. O sistema também permite a comparação simultânea. O resultado classifica os veículos entre uma e cinco estrelas – o número máximo de estrelas significa o menor índice de emissão de poluentes.
A nota de cada modelo é concedida a partir da combinação de três fatores. O primeiro é o nível de emissão de poluentes convencionais: se o modelo polui abaixo de 60% do limite, ganha três estrelas; entre 60% e 80% do limite, duas; e de 80% até o limite, uma. Os outros dois critérios são a taxa de emissão de gás carbônico e o combustível utilizado – se for renovável, o carro recebe maior pontuação.


Rosalvo Júnior
Agência CNT de Notícias



 

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